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Concelho de Vila Nova de Gaia

2025/07/31

Gaia e Porto vão beneficiar de 2,5 milhões de euros para prevenir inundações

Concelho

A Região Norte vão receber um investimento global de 33,5 milhões de euros para prevenir inundações em zonas ribeirinhas com maior exposição a fenómenos extremos. O financiamento é assegurado em 75% por fundos europeus do Programa Regional NORTE 2030, correspondendo a 24,4 milhões de euros. O Protocolo de Colaboração "Gestão de Recursos Hídricos – Contratos de Rio" foi assinado esta terça-feira, 30 de julho, numa cerimónia simbólica a bordo de um barco Rabelo, entre o Porto e de Vila Nova de Gaia, e que contou com a presença do vereador com o pelouro do ambiente, Valentim Miranda.

Em concreto, Porto e Gaia vão receber 2,5 milhões de euros para intervenções de adaptação e reforço da resiliência do Rio Torto e Ribeira de Santarém no sentido de serem minimizados os riscos de inundação na Área de Risco Potencial Significativo de Inundações do Porto-Vila Nova de Gaia.

Este protocolo insere-se no Plano de Ação Regional para o Ciclo Urbano da Água e Recursos Hídricos da Região Norte, um instrumento estratégico desenvolvido pela CCDR NORTE, em articulação com a APA e com as Entidades Intermunicipais, que define prioridades de investimento com base em critérios de eficiência, sustentabilidade e coesão territorial. "Estamos aqui para preparar o território, as instituições e as populações para os desafios do futuro. Estamos aqui pelos desafios da água do futuro”, afirmou o presidente da CCDR NORTE, António Cunha.

A cerimónia foi presidida pela ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho. a governante destacou "o acompanhamento técnico que a APA irá fazer destes projetos", considerando-o um "programa de coesão territorial, mas também de coesão entre as instituições públicas que, em conjunto - a CCDR NORTE, a APA e os municípios - vão trabalhar em prol da natureza, do ambiente e da vida das pessoas.

Para Valentim Miranda, "a gestão de recursos hídricos, sobretudo em áreas de risco potencial significativo de inundação, como estas, exige planeamento, conhecimento técnico e ação concertada. E é isso mesmo que aqui hoje se concretiza: um investimento com impacto direto na segurança de pessoas, infraestruturas e bens, numa lógica de prevenção e adaptação — e não apenas de resposta”.

As medidas abrangem 17 ARPSI, distribuídas por três grandes regiões hidrográficas da NUTS II Norte, e incluem intervenções como: restabelecimento de leitos fluviais; estabilização de margens com engenharia natural; recuperação de zonas ripícolas; criação de bacias de retenção; desassoreamento e criação de zonas de inundação natural; planos de emergência para cheias e monitorização de caudais e modernização de infraestruturas.

 

Fonte/Foto: CCDR-N

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