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Concelho de Vila Nova de Gaia

2023/05/03

Geógrafo defende maior mobilidade no mercado de habitação

Concelho

Defensor da "adoção de uma política social de habitação, em detrimento de uma política de habitação social", Pedro Calado, da Fundação Calouste Gulbenkian, sublinhou, esta quarta-feira, a importância de haver "maior transitoriedade, mobilidade e mix social" nesta área.

"Precisamos de ter uma maior possibilidade de mobilidade dentro do mercado de habitação. Se mudar de posto de trabalho, devo ter a possibilidade de encontrar uma habitação perto desse posto de trabalho", sustentou o geógrafo, exemplificando com a situação de um cidadão residente no Norte do país que tenha de ir trabalhar para a região do Algarve.

Orador na conferência "As relações em contexto de habitação social", que decorreu na manhã desta quarta-feira na sede da empresa municipal GaiUrb, em Vila Nova de Gaia, o diretor adjunto da Gulbenkian recuou na História até à Revolução Industrial, para explicar como surgiram os primeiros bairros operários, e lembrou que "a mistura social é fundamental para a coesão da sociedade".

Para o especialista, é também importante "estimular a promoção de nova habitação a custos controlados por parte das autarquias, IPSS, cooperativas e/ou outros apenas quando não existir possibilidade de reabilitação e requalificação".

Joana Azevedo, da GaiUrb, lembrou, no painel dedicado aos modelos de gestão do espaço comum em empreendimentos sociais, que a Câmara de Gaia "tem investido noutras medidas [de apoio à habitação] além do arrendamento apoiado, que por si só não responde aos problemas". A coordenadora da unidade de Ação Social da empresa municipal destacou, por exemplo, o Programa Arco-Íris, que possibilita o acesso ao arrendamento, em condições vantajosas, a jovens e agregados familiares com baixos rendimentos. 

om um modelo diferente, por não ter serviço de Ação Social, a Domus Social, que gere a habitação social da cidade do Porto, tem um projeto recente, designado "Um gestor, uma história", dedicado aos gestores de entrada das habitações municipais e com o objetivo de "valorizar esta figura", que, como salientou Luísa Santos, "tem uma proximidade muito grande com os técnicos" da empresa.

Por sua vez, Sónia Pereira, da MatosinhosHabit, fez saber que a empresa está a "capacitar os moradores para uma melhor manutenção e gestão dos espaços comuns". "Os técnicos vão para o terreno auscultar todos os moradores, no sentido de perceber quais os principais problemas da sua entrada", explicou a responsável.

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